segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

As Nossas Suas

A minha espera não tem mais a sua.
A minha vida vem sem a sua.

A sua espera foi sempre sua.
A sua vida foi sempre sua.

As suas soam sós e suas.
As suas todas a sós com as suas.
As suas sós e só suas.

As nossas disse serem nossas. Ei-las aqui separadas.

As nossas: seriam conjuntas;
As nossas: as minhas e suas.
As nossas,

porém: as suas e suas.
As suas nossas suas.
Ei-las todas juntas e somente e sempre suas.
As suas só suas,

dispenso.

As suas sós e só suas (inspirações instáveis)
dessentiram.

As minhas sós e suas (diferentes das suas)
desgraçaram.

(05/08/10)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Muda de Mudez

Amável: é o mínimo que és.
És a calma
e a prática nas resoluções...
dizes clareza...
pedes desculpas sem culpa alguma...
e emudeces.

Culpada sou eu por adubar mente já fértil,
por querer que mudes de ideia.

Mas passa a mudez quando replantares a fala...
ou se achar eu algo que o faça...
Passa.

Mas não é passagem amável,
nem calma,
nem prática,
nem clara.

(-/10/09)

Neste Onde

Quero ficar no seu perto.
Ficar no seu peito.
No seu seio.
Seu, eu.
Aqui.
.

(06/07/2010)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Trítono

Marquei-te com um trítono grave.
És um resto pesado, mas és nem carne humana.
Tão pouco humana, dizendo ter respeito,
Enquanto estás imóvel como um mentiroso.

Marquei-te com um trítono grave.
Grave como a tua mentira.
E tão humana de tudo que pensas,
E mal sabes o quanto afundas:
Nas raias da piscina;
Nas linhas do pentagrama.
Os outros loucos te afogariam;
Eu sou quem te afogará.

E não te esqueças jamais:
Não mintas nem ao torpe de sentidos
(intrínseco ao que és).
De hoje ninguém te ouve,
Se não for o teu próprio reflexo.
Marquei-te com um trítono grave,
Tão grave quanto a tua mentira.
Teu peso já te era muito.
O trítono é o teu fim.

(21/07/2010)

La Mar de M.

M., déjame irme.
Irme contigo.
Deshacerme
En granos.

Tú,
La mar.
Yo,
La rocha

A amarte,
M.

Por tus besos de agua
salada,
En pocos granos me deshago.
Apártame
Más de este suelo.
Desagua
Todo lo que quieres, en mi,
Hasta
Que yo ya no haya.

Hay que amarme,
Así,
Fuertemente.
Sin dejarme huir.
Cúbreme.

Déjame irme.
Irme
contigo.
Des-
hacerme
En granos y
En
Ti.

(27/11/11)

sábado, 24 de setembro de 2011

Estupro


Eu não preciso querer
          Exatidão vã, o encaixe de pedaços unidos à força pela necessidade
          Abruptamente: o rompimento imposto pela inserção disto na minha...
Eu não preciso querer

E nunca que não quiseram
      Tentam, "mas é só um pouquinho...uma chance de...quem sabe...talvez...
      Por favor...é só um pouco a mais que o que...pode me dizer se não".
Não. Nunca que não quiseram

Não interessa não querer
Abruptamente não se separa o que Deus decidiu unir pela necessidade,
O rompimento pela força da palavra do deus que tem demais do Homem
Não interessa não querer

Saber a sua
...
...
Necessidade?

(24/09/11)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

SERESTA DO SER

Serena
Serenata
Do
Sino
Que
Soou
Na madrugada

Madrugada
Serena
Emabalada
Pela serenata
Da badalada
Do sino
Que antes não tocava

Silêncio.
Silêncio sereno que ecoa
Nos becos do sentimento.
Nada de amor
De dor
Nada de ser.... sereno.