Marquei-te com um trítono grave.
És um resto pesado, mas és nem carne humana.
Tão pouco humana, dizendo ter respeito,
Enquanto estás imóvel como um mentiroso.
Marquei-te com um trítono grave.
Grave como a tua mentira.
E tão humana de tudo que pensas,
E mal sabes o quanto afundas:
Nas raias da piscina;
Nas linhas do pentagrama.
Os outros loucos te afogariam;
Eu sou quem te afogará.
E não te esqueças jamais:
Não mintas nem ao torpe de sentidos
(intrínseco ao que és).
De hoje ninguém te ouve,
Se não for o teu próprio reflexo.
Marquei-te com um trítono grave,
Tão grave quanto a tua mentira.
Teu peso já te era muito.
O trítono é o teu fim.
(21/07/2010)
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