sábado, 10 de dezembro de 2011

Neste Onde

Quero ficar no seu perto.
Ficar no seu peito.
No seu seio.
Seu, eu.
Aqui.
.

(06/07/2010)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Trítono

Marquei-te com um trítono grave.
És um resto pesado, mas és nem carne humana.
Tão pouco humana, dizendo ter respeito,
Enquanto estás imóvel como um mentiroso.

Marquei-te com um trítono grave.
Grave como a tua mentira.
E tão humana de tudo que pensas,
E mal sabes o quanto afundas:
Nas raias da piscina;
Nas linhas do pentagrama.
Os outros loucos te afogariam;
Eu sou quem te afogará.

E não te esqueças jamais:
Não mintas nem ao torpe de sentidos
(intrínseco ao que és).
De hoje ninguém te ouve,
Se não for o teu próprio reflexo.
Marquei-te com um trítono grave,
Tão grave quanto a tua mentira.
Teu peso já te era muito.
O trítono é o teu fim.

(21/07/2010)

La Mar de M.

M., déjame irme.
Irme contigo.
Deshacerme
En granos.

Tú,
La mar.
Yo,
La rocha

A amarte,
M.

Por tus besos de agua
salada,
En pocos granos me deshago.
Apártame
Más de este suelo.
Desagua
Todo lo que quieres, en mi,
Hasta
Que yo ya no haya.

Hay que amarme,
Así,
Fuertemente.
Sin dejarme huir.
Cúbreme.

Déjame irme.
Irme
contigo.
Des-
hacerme
En granos y
En
Ti.

(27/11/11)

sábado, 24 de setembro de 2011

Estupro


Eu não preciso querer
          Exatidão vã, o encaixe de pedaços unidos à força pela necessidade
          Abruptamente: o rompimento imposto pela inserção disto na minha...
Eu não preciso querer

E nunca que não quiseram
      Tentam, "mas é só um pouquinho...uma chance de...quem sabe...talvez...
      Por favor...é só um pouco a mais que o que...pode me dizer se não".
Não. Nunca que não quiseram

Não interessa não querer
Abruptamente não se separa o que Deus decidiu unir pela necessidade,
O rompimento pela força da palavra do deus que tem demais do Homem
Não interessa não querer

Saber a sua
...
...
Necessidade?

(24/09/11)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

SERESTA DO SER

Serena
Serenata
Do
Sino
Que
Soou
Na madrugada

Madrugada
Serena
Emabalada
Pela serenata
Da badalada
Do sino
Que antes não tocava

Silêncio.
Silêncio sereno que ecoa
Nos becos do sentimento.
Nada de amor
De dor
Nada de ser.... sereno.



sexta-feira, 22 de abril de 2011

A DESCONEXA RAZÃO DE UM POETA IRRACIONAL


Elementos nus de uma vida,
possibilidades perdidas:
Um ser humano repleto de energia
que não sabe externar sua dor mais doída

Aquela árvore que ele olha
e que olha para ele.
Os segredos escancarados a sua frente
Evidências sombrias de uma fase incompreendida

E, assim, com os versos confusos,
com o ritmo desritmado do lirismo de um poeta sem nome
voa-se a sensação de poder dominar o que sente
E o vôo rasante que fica é o da palavra
Que não rima, mas que afirma o viver intensamente.

sábado, 2 de abril de 2011

Inconstâncias

Inconstância:

Invencão mecânica
Jovem desejando o presente
Recria em sonhos o que sua fala
Esconde. Repara
Cacos, laços, sorrisos e gestos
Em engrenagens há muito enferrujadas.
Corre sangue, verte vida entre
Os dedos que me tocam
Sem saber, não sabe! Ou sabe? Sei?
Onde o pecado gira e me falta pé
Esqueço de quem sou para ser expressão
Meramente, sabiamente calada do som
Das minhas palavras não ditas
Em outro tempo que não agora
Em algum lugar que não aqui
Eu te vejo sem te olhar
E te toco dentro de mim
Engrenagem maquinada por sentir
Amor...Pensar...Pensar.
Viver. TIC TAC.
Acorda!

(Lean Valente - 07/02/2008, 4h28)

Inconstância:

Velho desejando o futuro; faz o que quer... e o que significa presente?
E o que significa passado?
Recrio em sonhos o que minha fala esconde. Fato, reparo.
Recrio sua criação na minha letra
E desaprendo.
Porque você não mais quis me ensinar
do mesmo jeito, no mesmo gesto, no mesmo caco ou inteiro, no mesmo laço.
E me via sem me olhar...
O presente passa a olhá-lo sem jamais vê-lo;
Você desaprendendo-se,
Desvivendo? "Sabe?"
Dizendo que ama...
E qual o conceito de amor?
E qual a data de validade?
E as precauções de uso?
E o que significa passado?
Passar por cima?
TIC TAC.
Você dormiu, enferrujou, mecanizou-se, reinventou-se muito além de mim.
Eu acordei.
E desconheço.

(R.A.L. - 02/04/2011, 22h44)