Que me parem de perguntar a vida.
Porque a vida não é mais do que a fome.
Não é mais do que a gana.
Não é mais.
Para mim.
Que há tempos escondo no canto da cama,
No branco dos tetos e
No resto.
Menos nos escombros
da minha transparência.
Que me parem de perguntar a vida.
E o que eu não sei.
Porque não tenho mais perguntas
às perguntas.
Que há tempos eu só vejo
A única
Eterna
Perda
De qualquer um.
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