terça-feira, 1 de março de 2011

XXII

Que me parem de perguntar a vida.
Porque a vida não é mais do que a fome.
Não é mais do que a gana.
Não é mais.

Para mim.

Que há tempos escondo no canto da cama,
No branco dos tetos e
No resto.
Menos nos escombros
da minha transparência.

Que me parem de perguntar a vida.
E o que eu não sei.
Porque não tenho mais perguntas
às perguntas.

Que há tempos eu só vejo
A única
Eterna
Perda

De qualquer um.

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