sexta-feira, 22 de abril de 2011

A DESCONEXA RAZÃO DE UM POETA IRRACIONAL


Elementos nus de uma vida,
possibilidades perdidas:
Um ser humano repleto de energia
que não sabe externar sua dor mais doída

Aquela árvore que ele olha
e que olha para ele.
Os segredos escancarados a sua frente
Evidências sombrias de uma fase incompreendida

E, assim, com os versos confusos,
com o ritmo desritmado do lirismo de um poeta sem nome
voa-se a sensação de poder dominar o que sente
E o vôo rasante que fica é o da palavra
Que não rima, mas que afirma o viver intensamente.

sábado, 2 de abril de 2011

Inconstâncias

Inconstância:

Invencão mecânica
Jovem desejando o presente
Recria em sonhos o que sua fala
Esconde. Repara
Cacos, laços, sorrisos e gestos
Em engrenagens há muito enferrujadas.
Corre sangue, verte vida entre
Os dedos que me tocam
Sem saber, não sabe! Ou sabe? Sei?
Onde o pecado gira e me falta pé
Esqueço de quem sou para ser expressão
Meramente, sabiamente calada do som
Das minhas palavras não ditas
Em outro tempo que não agora
Em algum lugar que não aqui
Eu te vejo sem te olhar
E te toco dentro de mim
Engrenagem maquinada por sentir
Amor...Pensar...Pensar.
Viver. TIC TAC.
Acorda!

(Lean Valente - 07/02/2008, 4h28)

Inconstância:

Velho desejando o futuro; faz o que quer... e o que significa presente?
E o que significa passado?
Recrio em sonhos o que minha fala esconde. Fato, reparo.
Recrio sua criação na minha letra
E desaprendo.
Porque você não mais quis me ensinar
do mesmo jeito, no mesmo gesto, no mesmo caco ou inteiro, no mesmo laço.
E me via sem me olhar...
O presente passa a olhá-lo sem jamais vê-lo;
Você desaprendendo-se,
Desvivendo? "Sabe?"
Dizendo que ama...
E qual o conceito de amor?
E qual a data de validade?
E as precauções de uso?
E o que significa passado?
Passar por cima?
TIC TAC.
Você dormiu, enferrujou, mecanizou-se, reinventou-se muito além de mim.
Eu acordei.
E desconheço.

(R.A.L. - 02/04/2011, 22h44)