terça-feira, 30 de novembro de 2010

Covas

Já percebi que grande parte das covas é abominável e medonha. Parecem mais obscuras e assustadoras quando com elas se sonha, delas saltam corpos podres e brotam plantas constritoras.
Há algumas voltas no relógio, notei uma menina silenciosa, possuía duas covas. Covas das quais brotavam uns dos mais delicados sorrisos.

(Para B.R.C.)

O Frio no Quente

O sol brilhou com mais força.
O arvoredo esteve mais verde.
Os humanos tinham mais sorrisos,
Menos protestos.
Os animais e o dia caloroso com um convite ao frenesi fervente.

E o tempo me veio novamente. Era de novo o tempo renovante.
O período primaveril... posso observá-lo nitidamente.
Observá-lo, somente,
O vai e vem de seus pares inúmeros de gente;
passam direto por mim, parelhas frente a frente.
Falta-me uma frente.

Eu: o frio no quente.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Vida e Bruna

Ávida e Bruta.
A Vida e Bruna.

Bruta de tanto "sei lá".
Ávida por tanto "sei lá".

Sei se lá, Bruna...
...sei se há lá o encontrar-se?

Ávida e Bruta.
A Vida e Bruna.

Bruna, a Bruta,
Foge de tanto "não sei".

Ávida, a Vida,
Persegue por tanto "não sei".

Não sei, Bruna. Mas só espero uma fuga:
a da Bruta.
Assim: Avidez à Vida de Bruna, a futura Ex-Bruta.

Eu sei, Bruna, que se deve ter calma,
quer longe, quer mais distante ainda de mim.

Eu sei, Bruna, e peço desculpas.
Querer-se longe ou mais distante ainda de outros ou de mim
não faz sua Ávida Vida daquele (descrito acima) "Assim".
Eu sei, Bruna, que não tive grandes culpas.

Eu sei, Bruna, que o seu ficar não fica nem por si só.
Sei.

Espero a única fuga, para que fique por si e não só,
quer longe, quer mais distante ainda de alguns e de mim.
Sem Brutalidade fugindo da Avidez,
Somente com Brunalidade na Vida.

(Para B.R.C.)